ELOISE

no plaza

Nem sei viu

Eu tenho tanta coisa acumulada na cabeça, tanto pensamento, tanta coisa pra por pra fora que eu resolvi descarregar aqui.

Não sei porque a gente se sente aliviado quando escreve algum pensamento, descreve algum sentimento. Seria muito mais cômodo e lógico a gente simplesmente conversar com nós mesmos mas enfim, temos essa necessidade de compartilhar.

Mas eu não vim aqui pra falar disso. Vim pra falar de quando a gente se sente (eu me sinto pelo menos) sem chão, sem horizonte, sem nada. Quando dá aquela vontade de tocar o foda-se e parar num lugar qualquer e fumar tipo assim uns 5 cigarros pra desestressar. O dia foi uma bosta, a rotina está sendo ridícula, sua vida está monótona. Mas tá monótona porque você quer, porque você está tão cansada de tudo que não tem vontade de fazer nada, no máximo deitar e dormir eternamente. 

A rotina é a pior inimiga das pretensões, de repente você se vê presa nela pensando como uma máquina “agora é hora disso, agora vou fazer isso” e continua seguindo suas funções mecanicamente sem parar pra pensar e se eu não fizer assim? E se eu fizer de outro jeito ou até nem fazer nada quem sabe?! 

É aí que vai embora seu tempo, seus preciosos segundos, minutos, horas, semanas, meses e de repente já se foi mais um ano!

Bizarro. Muito bizarro.

A gente se força a entrar no sistema pensando: quem sabe se eu ceder um pouco, se eu me esforçar eu acabo me encaixando? Eu acabo gostando? - Mesmo sempre sabendo que não tem a menor vocação pra coisa e que sua praia é outra.

No final deste textinho (agora) eu acabei de refletir que a prisão não é o sistema, a prisão é a nossa própria consciência que devido a certas circunstância nos priva da liberdade intelectual que sempre desfrutamos na adolescência.

Ah sei lá… nem sei viu.

Estou mais leve, obrigada.

*** Esse texto contém vários erros gramaticais. Mas e quem liga?!